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Alterações no exame de imagem e dor: estamos no caminho certo?

  • fisioandresetti
  • há 1 dia
  • 1 min de leitura

Quando a dor aparece, é natural querer investigar e descobrir sua causa. Muitas vezes, ao abrir um laudo de exame, o paciente se depara com diversos achados e imediatamente sente preocupação. De fato, algumas alterações podem estar presentes, mas nem sempre elas explicam a origem da dor.


Diversos estudos mostram que achados como hérnia de disco, degenerações articulares e rupturas tendíneas podem estar presentes até mesmo em pessoas sem sintomas. Ou seja, muitas informações descritas no laudo são comuns e fazem parte do processo natural de envelhecimento.


O problema é que, ao se deparar com esse tipo de informação, muitos pacientes passam a desenvolver medo do movimento e do fortalecimento muscular, além de maior ansiedade e hipervigilância em relação ao corpo, fatores que podem impactar negativamente o prognóstico e aumentar a incapacidade funcional.


Mas então, se essas alterações nem sempre têm relação direta com a dor, o que pode explicá-la? Atualmente, entende-se que a dor musculoesquelética é multifatorial e pode estar associada a aspectos como sedentarismo, baixa qualidade do sono, estresse, sobrecarga física e outros fatores individuais.


Por isso, avaliar apenas o exame de imagem raramente é suficiente. O mais importante é compreender o paciente de forma individualizada, considerando seu contexto, hábitos, rotina e histórico de saúde.


 
 
 

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