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Trocando “tendinite” por “tendinopatia”: por que isso importa?

  • fisioandresetti
  • 7 de jan.
  • 1 min de leitura


Antes de falarmos da nomenclatura, precisamos entender o que é um tendão. Basicamente, trata-se de uma estrutura composta de colágeno que conecta o músculo a uma extremidade óssea.


Assim, o tendão transmite as forças dos músculos e armazena energia, como é o caso dos tendões dos membros inferiores.


E você com certeza deve conhecer algum amigo ou parente que sofre com a famosa “tendinite”, que pode se manifestar em diversos locais, como ombro, joelho e tornozelo.


Antigamente utilizava-se muito o termo com o sufixo “-ite”, que remete a uma clássica inflamação (presença de calor, edema, rubor). No entanto, diversos estudos ao decorrer dos anos demonstram que não existe uma inflamação de fato no tendão, e isso pode levar a um tratamento equivocado, como por exemplo o repouso, o uso de recursos anti-inflamatórios como tratamento único e o alongamento.


Atualmente entende-se que o repouso prolongado, apesar de reduzir a dor, pode deixar o tendão mais fraco a longo prazo; que o uso exclusivo de recursos anti-inflamatórios, como o gelo, pode ter uma efetividade limitada; e que o alongamento em fases iniciais pode gerar maior irritabilidade no local, aumentando o quadro de dor.


A nomenclatura “tendinopatia” remete a uma disfunção do tendão que leva à perda de função, o que pode ser otimizado mediante o controle da sobrecarga esportiva ou ajustando o condicionamento físico, entre outras estratégias que são abordadas na reabilitação.


Falar sobre a nomenclatura importa ao ponto de levar a um tratamento mais adequado e assertivo, além de evitarmos certos mitos que já foram desmistificados.

 
 
 
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