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Você já ouviu falar em cinesiofobia?

  • fisioandresetti
  • 21 de jan.
  • 2 min de leitura


A palavra cinesiofobia é definida como medo de movimento. É uma consequência muito comum em diversas condições de saúde e, em muitos casos, um problema ocasionado por questões educacionais que vão muito além de uma resposta relacionada à lesão ortopédica em si. Aposto que você ficou um pouco confuso, então vamos exemplificar a seguir.


Em algumas ocasiões, o medo de movimento pode surgir após uma lesão ortopédica, como, por exemplo, um episódio de dor aguda ou até mesmo uma cirurgia. É uma tendência natural do nosso corpo evitar sobrecarregar aquela região, e o membro afetado pode acabar entrando em desuso, gerando, assim, compensações no local.


Outro fator que pode contribuir para isso são as próprias crenças do paciente, que podem favorecer esse quadro. É de entendimento comum que, em um local onde se apresenta uma lesão, talvez o mais sensato seja poupar a região, certo? Na realidade, isso é válido apenas até certo ponto. Na reabilitação, estratégias de controle da dor e exposição gradual aos exercícios podem quebrar esse padrão.


Por fim, outro fator de extrema importância é o cunho educacional. Em muitas ocasiões, profissionais da saúde têm a tendência de proibir ou restringir a prática de certos movimentos, como, por exemplo, agachar ou dobrar a coluna. Tal orientação pode, de fato, proteger o local a curto prazo; no entanto, a falta de exposição adequada e de condicionamento da região pode gerar um ciclo vicioso de medo e evitação, o que favorece o desenvolvimento de um quadro de cinesiofobia, que pode ser bastante limitante.


Existem diversas estratégias que podem ser utilizadas na reabilitação para quebrar esse ciclo vicioso relacionado à cinesiofobia, que vão desde a redução do quadro de dor, passando pela exposição controlada ao movimento, até intervenções educacionais e comportamentais.


 
 
 

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